ANGOLA NA ANALOG AFRICA

Posted on Janeiro 22, 2011

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O espólio da música urbana angolana dos anos 60 e 70 está na moda e recomenda-se!! Depois da edição de várias colectâneas que reuniam vários clássicos da música angolana, como é o caso da compilação Angola, as 100 Grandes Músicas dos Anos 60 e 70 – EMI e do Soul of Angola Anthology 1965-75Lusafrica, chega agora a vez da editora Analog Africa. O patrão Samy Ben Redjeb, que tivemos o prazer de conhecer em Copenhaga em 2009, é um viajante entusiasta sempre à procura daqueles discos de vinil perdidos num qualquer armazém africano. Esta editora tem-se dedicado ao lançamento de pérolas da música urbana africana dos 60s e 70s, tendo já editado clássicos de afrofunk e afrobeat do Ghana e do Benim, como é o caso da Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou. Agora chegou a vez da música feita em Luanda: Angola Soundtrack – The Unique Sound Of Luanda (1968/1976) reúne temas de David Zé, Jovens do Prenda, Os Kiezos ou os N´Goma Jazz, entre outros, originalmente editados pela editora angolana Fadiang e pela Valentim de Carvalho. Ainda há muita música afro lusófona a ser descoberta e é de louvar a reinvenção e samplagem de alguns destes clássicos como tem acontecido com os Conjunto Ngonguenha, os Batida ou mais recentemente Damian Marley e Nas com Distant Relatives.  Uma pérola para ouvir em dias de sol.

Aqui vai um excerto do press release por Samy Ben Redjeb

“Listening to Angolan music suddenly became part of my daily life and when my label was founded a few years later, the idea of releasing an Angolan compilation was never too far away from my mind.
From the nine Analog Africa releases thus far, ‘Angola Soundtrack’ has been the most difficult to create. The travel visa was in itself a struggle and logistically and financially Luanda is a nightmare. After two unsuccessful years, I eventually found shelter at a home in Prenda, a musseque (township) outside of the capital. I had come to this former Portuguese colony to meet my favourite Angolan musicians, to convey my love and admiration for what they have created, as well as license some of my favourite tunes for my label while documenting their story.
I had no idea what to expect from the trip – more than once was I told to expect complicated situations, and that if I thought I knew Africa, I should wait until I experience Luanda. I was prepared for the worst. To my surprise I encountered an amazingly positive vibe and, except for heavy traffic jams and high costs, I am entirely grateful of my Angolan experience.

Posted in: afrosounds, angola